Iberê em biografia

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Biografia da memória em cartas de três décadas: 1970, 1980, 1990. Memórias Inconclusas não foi pro prelo. O Eu Iberê está no livro Gaveta dos Guardados. Amizade, fidelidade, e amor.

E as memórias guardadas nas gavetas do ateliê da rua das Palmeiras, no Rio? E as de Nonoai em Porto Alegre? E a das gavetas de Búzios? E aquela nas pastas esquecidas  em Torres?

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“Quando fui convidado por Dona Maria Coussirat Camargo para levar adiante a tarefa de edição, recebi um volume organizado por Flávio Tavares e Elizabeth MattosMemórias Inconclusas. Foi a partir desse material (…)”

Augusto Massi

São Paulo – Editora da Universidade de São Paulo, 1998.

 Pouco foi alterado da organização original…Perdi a intimidade com Iberê.

São Paulo, quinta, 21 de maio de 1998 
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Polêmica sobre Iberê pode acabar na Justiçada Reportagem Local 

A polêmica em torno do livro “Gaveta dos Guardados”, com as memórias do pintor Iberê Camargo, pode acabar nos tribunais. O jornalista Flávio Tavares e o professor de literatura da USP Augusto Massi, que reivindicam a organização da obra, ameaçam processar um ao outro na Justiça.
Massi lançou o livro ontem à noite em São Paulo. Seu nome aparece apenas na ficha técnica como organizador. Na introdução, defendeu-se e citou os nomes de Tavares e da professora Elizabeth Mattos como pré-organizadores.
“Quando fui convidado pela senhora Maria Coussirat Camargo para levar adiante a tarefa de edição, recebi um volume organizado por Flávio Tavares e Elizabeth Mattos: “Memórias Inconclusas’. Foi a partir desse material que comecei a trabalhar”, diz o texto de apresentação do livro.
Ontem, pelo telefone, de Buenos Aires, onde mora há 15 anos, o jornalista Tavares disse à Folha que “é este exatamente o problema. Massi editou o material, não organizou. Já estava tudo organizado”.
Tavares disse estar “pensando” em acionar Augusto Massi na Justiça por infâmia. “Ele falou muito mal de mim na imprensa, como se eu estivesse querendo dinheiro”, disse o jornalista. “O livro é do Iberê, só sou contra que ele se arvore como organizador porque não é verdade. Praticamente nada do que fizemos foi mudado.”
Augusto Massi também disse à Folha estar pensando na possibilidade de processar Tavares por calúnia. “Ele não pode me acusar de usurpador da tarefa de organizar o livro. Foi a viúva do Iberê quem me convidou, e é ela quem detém os direitos autorais sobre a obra dele”, disse Massi.
A viúva do pintor, Maria Camargo, confirma a versão de Massi de que o convidou para terminar o livro, já que Tavares não conseguiu editora. Segundo Tavares, a tarefa de organizar o livro com suas memórias lhe foi dada pelo próprio Iberê Camargo cinco meses antes de sua morte, em 94.

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