Olá, caro estranho

Olá, caro estranho

A americana Hannah Brencher venceu a depressão escrevendo cartas para gente desconhecida, matéria de Blanca Castro

“Em tempos de e-mails e redes sociais, escrever cartas pode parecer algo antiquado. Não para a americana Hannah Brencher 24 anos. Foi de posse de caneta e papel que ela conseguiu superar tempos difíceis em 2010, em uma noite fria de outono em que Hannah voltava de metrô para casa. No trem avistou uma senhora cabisbaixa, com olhar muito triste, e decidiu rascunhar palavras de estímulo para ela. […] ‘Resolvi que, daquela maneira, poderia melhorar minha vida e a de gente que estivesse em situação similar’, diz. Isso porque sentiu uma enorme felicidade em traçar aquelas linhas. A ação foi repetida 400 vezes nos dez meses seguintes, […] deixou envelopes sem remetente e destinatário em parques, hotéis e cafeterias e outros cantos para quem quisesse abrir e ler.[…] Para fazer suas cartas anônimas chegarem aos corações mais necessitados, anunciou em seu blog a iniciativa. No outro dia, uma centena de pessoas tinha enviado e-mail implorando por suas palavras. Era todo o tipo de história, da mãe que perdera o filho ao garoto diagnosticado de câncer. No ano seguinte, Hannah Brencher quis converter o hobby em trabalho sério e fundou o site colaborativo The World Needs Love Letters (O mundo precisa de mais cartas de amor). […] Ela descobriu o poder das letras, em parte, por causa de uma imposição familiar. Quando Hannah saiu de casa, a mãe, deixada em outro estado, decretou que, em vez de notícias pelo Facebook, queria manter uma correspondência tradicional. ‘Ela me deu motivos para esperar ao lado da caixa de correio’.” P.42/ Cláudia / Junho 2013.

A matéria entusiasmou. Posso ampliá-la apesar de Hannah Brencher já ter missivistas voluntários no Brasil. Gostaria de criar uma nova rede de cartas anônimas. Como faríamos isso? Dariam um endereço pelo correio, ou um endereço eletrônico? Ou usaria o Blog para este ir e vir de cartas? Responderia através do amorasazuis.com.  Mas não tenho 24 anos. Se alguém se interessar, estou disposta a tentar. Uma ideia americana com um jeito brasileiro. Adoro correspondência! No final deste post, no comentário o e-mail, o nome fictício, o problema, a pergunta. Elizabeth M.B. Mattos – Beth Mattos

3 comentários sobre “Olá, caro estranho

  1. Que delícia de proposta…..as “tempestades” emocionais acontecem para todos …mas em momentos diferentes para cada um de nós… o que fazer quando se está no centro de uma delas ? esperar em casa até que passe essa fase… ou procurar fazer algo construtivo para todos… ou ainda “criar”, inventar, harmonizar pessoas e coisas…..bjs .

    • Justamente, a proposta é interessante, e humanitária. A reportagem explica como a jovem começou a escrever anonimamente. Este movimento inicial importa, mas existe a questão anonimato, como no filme Cartas para Julieta. No Blog seria público, e… Como fazer acontecer? Seria através de e-mail… ou Caixa Postal? A moça deixava cartas nas praças, nos cafés, em lugares públicos…Eu não sei inglês, como ela conseguiu aumentar esta rede. Tens jeito de como descobrir? Aguardo. Bj

  2. É algo para testar!
    Nao sou a melhor pessoa para opinar sobre isso tavez por ser cética neste aspecto.
    Mas nao por isso pois apesar de ser assim acho admiravel os anonimos ou nao que proporcionam bem estar ao proximo!!

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