Aprendiz do desejo

 

“(…) Gosto de ser incompleto, de olhar para as coisas com ignorância e ter respeito por ela, e a partir disso aprender. Isso está se tornando um projeto-base para minha vida: descobrir um bom/ruim que tenha a ver comigo, construir uma escala nova de valores mais justa, que me respeite, me leve em consideração. É um trabalho. Na verdade, é uma trabalheira dos diabos. Muitas vezes me perco, o vício e sua sedução me rondando.  (…) Receber elogios e ‘ ter as coisas boas da vida ‘continuam a me seduzir, mas não quero isso ao custo de não ser eu mesmo e de passar pelo que já passei, por isso tomo tanto cuidado com essas coisas.  É um projeto que não abro mão. E, apesar de não ser pouca ambição, não causa dano a ninguém, não custa nada a ninguém, só a mim, não enche o saco de ninguém, e, mais importante, não é para fazer de mim um ‘superior’, não é para humilhar ninguém. É só para abrir um espaço para a minha existência. Não estou empunhando a bandeira da verdade, nem acho que todo o mundo tenha que ser assim. Só quero viver a minha verdade. Portanto, não acho que seja pedir muito que compreendam meu projeto e que o apóiem.

Um abraço, Eduardo.” (p.132-133) 

– O aprendiz do desejo – Francisco Daudt daVeiga –

A carta é longa. Projeto um livro.  A transição da dúvida. Tomo as palavras de Francisco emprestadas para reforçar o convite:

“A adolescência pela vida afora”.

O prazer do desejo. O prazer de viver. Trabalho desejo. Vida: o rio que vai pro mar, em direção do maior.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s