Sem bússola

Fragilidade que pesa e arrasta. Pelo rio navego sem bússola, nem rota. Sem texto. Leve, solta. À deriva no tempo, no sopro preguiçoso da espera. Sol! Chuva miúda na tarde comprida. O passo oscilante sacode o barco, sacode angústia. Espera. Pensa. Dia, noite, hora e luz, na moita, se escondem. Já correu… Novidade surgida, moda admitida, a vírgula, silêncio ou metro medido, quietude do nada. Sem antes nem depois, amanhã. Navega no rio, no mar, no deserto chorado. Vida lisa, incólume, sem cheiro. Beijo, abraço, inquieto apelo. Sem bússola, nem rota, sem texto. Elizabeth M.B. Mattos -2013

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