Aquele sentimento que chega sufocando. Chega/passa por solidão doída…Do fundo do estômago, na garganta, pela boca. Plantada, adubada na lembrança floresce, e como floresce encanta… No encantamento se desdobra, e a saudade sai pelos poros, pinga no calor carioca deste fevereiro. Faz um volta no desejo ardido de querer guardar teu olhar lavado, azul. Faz ramas no quintal, entre os jacarandás da Vitor Hugo. Viaja. Derrama-se em Búzios. Ou foi Montevidéu? Não. Buenos Aires. A saudade vai, volta, e não fica. Esmaga a pessoa… Aquele já ter ido, ou será, ou que vai ser. É agora. Sempre esta saudade sem nome, você.