Cordialidade desnecessária

História de amor,  loucura. A dois, a três… Quantos forem os envolvidos, segue sendo loucura segue sendo amor absolvido, tanto quanto tenha sido desvairado. A paixão nunca é terrena, transita (como gostamos de usar esta palavra nos dias de hoje!) pelo divino, pelo que transcende ao comum. Alienação. Não é real. Foge da coerência, da lógica. O mais cruel é o gesto cordial. Conciliatório. A paixão é aleatória ao controle. Ninguém exerce lógica. Não há raciocínio no amor. Assim, passado o tempo tempestivo deste amor a história toda vira conto, anedota açucarada. Quem lê, quem escuta, faz aquele meio sorriso e diz bonito! Havemos de pensar com seriedade, afinal, o que significa esta exclamação? Nada há de bonito no desespero, no ciúme, naquele sexo ensandecido e voraz, nas mentiras, nos enganos, no tempo roubado do nosso próprio tempo na vida. Assim mesmo sentimos uma sádica saudade dos amores amados, vividos. Descrever, ou colocar em palavras, em discurso coerente, coeso, linha reta parece impossível. Repentino, e tempestiva, escandalosamente, sentido foi este amor agora esvaziado, enlutado. Queima a dor, a despedida, o deslocamento, a urgência, e foi assim que nos amamos, meio ao transtorno todo do proibido. Compulsivamente nos colocamos um a caminho do outro. Elizabeth M.B Mattos – 2014

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