Todos envolvidos

Todos Envolvidos com Moda no Mundano no detalhe. Prazer

Estamos num tempo visivelmente acelerado, consumista, e pateticamente igual. Ditadura ou democracia? O patético fica por conta daquilo que parece, mas não é. Sim, tentamos seguir o fio condutor dos bons costumes, da elegância, do corretamente correto, não acertamos. Por quê? Pautamos nossa vida em modelo conhecido, ou aprendido, apreendido com nosso olhar, inteligência, meio ambiente, formação, etc., etc.. Seguidamente tropeçamos. Degraus não são uniformes, nem o gosto, nem os valores, nem o dito olhar. Hoje mais rápido, ontem preguiçoso, e assim sucessivamente, sem uniforme. Como fixar, fazer, reproduzir na mesma velocidade em que tudo acontece? E a moda? Esta indústria que nos atinge profunda e exaustivamente? Como seguir a moda? Como zelar pela imagem, e mostrar o corpo, estar, ser, ter tudo ao mesmo tempo. É preciso fechar os olhos. Necessário assumir limites. Estar adequadamente bem vestido exige enorme esforço. Regionalmente distinto! A beira-mar, eu me permito. Na capital, ouso menos. Isto tudo embrulhado em Rio Grande do Sul onde as estações existem (e já existiram sangrentas batalhas), ou existiam estações e bom senso definidos… (O mundo se agita em mutações esquisitíssimas, atualmente!) Sandálias para o excessivo calor, botas no inverno. Tênis nas duas estações se freqüentar academias. Ah! No entanto vestir, vestir sendo carioca é mais difícil! O pacote é bem diferente. As fitas importam mais do que a etiqueta da loja X ou Y. Não em alta escala, carioca sofisticada será como gaúcha sofisticada, paulista, ou parisiense, ou londrina. Italiana, ou russa. Americana? Existe o que está acima de, de um salário razoável. Acima dos limites impostos por ser apenas pessoa circulando na rua porque trabalha, porque vai ao cinema como todo mundo, não frequenta apenas camarotes. Circula. Vestir carioca tem que ter malhação diária, corpo sarado para tantas alcinhas, tantos biquínis. E pernas apressadas com saias soltas, ou justas, bronzeadas! Qualquer floral, seja algodão, seda, ou algodão, ou seda mista, ou… Casaquinho de malha em dias ventosos! Botas em julho fazendo estilo, não frio. Será assim a carioca das calçadas? A gaúcha enfrenta  pesados casacos, saias de lã, malhas grossas, o corpo escondido! As botas, as meias de lá, os solados pesados. Então o corpo não aparece, nem importa. Transparente no inverno, no outono, até numa primavera ventosa se esconde. Lenços coloridos, echarpes, luvas? Consome sopas, chocolates, massas e molhos, churrasco, vinhos encorpados. Chocolate amargo ou não, muito chocolate. A exigência se esconde em baixo das cobertas. Na frente do fogo, embaixo das mantas. E a moda? Moda carrasco, madrasta. Ser elegante com tantos panos exige muito, muito mais.  Nós nos submetemos. Sofremos em baixo de tanta roupa, ou de tão pouca roupa. Quando diremos um basta? Nunca. O segredo? A moda somos nós como nós somos. Tapar o corpo sim, desfilar o corpo não. Desnudar, sim. A moda no limite da nossa vontade sem nos exigir vitrine imposta. Não somos manequins, não precisamos de passarelas.  Precisamos de olhos a desejar… Graças! Nós respiramos. E a moda frequenta crianças, bebês. Sem exclusividade. Será que a moda é democrática? Ou exerce a ditadura. Bem, agora estamos todos envolvidos. Os homens adoram a moda. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2014

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