O penoso

Concentrado no trabalho, o homem erra menos. A beleza rouba o penoso do esforço. Entrega-se, fácil, a conquista. É como burlar, enganar o seu eu interior, e entrar na velocidade inexplicável do tempo. Produz com a mesma finalidade? Este movimento se explica por dentro, ou por fora? Aquieta?  Por que é mesmo que acordo de manhã? Por que não durmo durante toda a noite? E o que digo, importa mesmo? Dançam, comem, jogam! Consomem. O mesmo vinho, aquele chocolate, as roupas da vitrine, e voam de um lado para outro, voam estes homens. Depois…Tantas vezes o mesmo campo de futebol. Os novos campos de futebol. Lesão, fratura, dor, prazer. Arena e gritos, excesso, lucro, dor e prazer. É tudo? O excesso, e a perfeição física. Por que é mesmo que estamos aqui, e agora? Vamos assistir aos jogos paralisados, obcecados pela bola, pela velocidade, suados. O grito, o ganho, a perda. A bandeira! O grito outra vez. É o jogo.

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