Madrugada Suja

 

Miguel Sousa Tavares, o autor de Equador. Gosto do jeito ligeiro. Das histórias. Descrições mesmo que repetidas. Fluência. O esperado, mas pesquisa. Fotografia. Diferente de estar no trem, no trem questionamos, pesamos, voltamos atrás, nem avançamos…

A leitura tem aquela coisa de intenso, mergulho e um hoje / agora. Findo o livro num relampejar:o que faço deste domingo? Domingo chuvoso que já termina. Vou te escrever. É isso? Gosto de começar, do início. Nada a lamentar, como diz um amigo querido, mas aquele jeito de interromper, deixar-se ficar tão a meu gosto, por quê? Não sei. Por trás do apaixonado o escritor se esconde na rotina interior, armazenamento. Isso o Tavares deixa vivo. No entanto, Madrugada Suja passou pelas estantes das livrarias, passou. O fundo político, a corrupção deslavada, esta bruta dificuldade de ser limpo…O autor resgata. Seremos resgatáveis? Não sei. Talvez, com a mesma urgência, se queira partir pra Medronhais da Serra, não Lisboa, mas sempre Portugal. Elizabeth M.B. Mattos – 2014 – Rio de Janeiro

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