“O público, hoje em dia, já não perdoa o autor, depois de pintar a ação, não se manifeste a favor ou contra; mas ainda, em pleno desenrolar do drama, quer que ele tome partido, que se pronuncie francamente por Alceste ou por Filinto, por Hamlet ou por Ofélia, por Fausto ou por Margarida, por Adão ou por Jeová. Não quero afirmar, é claro, que a neutralidade (ia dizer: `indecisão`) seja a marca de um grande espírito; mas creio que a muitos dos grandes espíritos repugnou bastante…concluir – e que o fato de expor bem um problema não pressupõe que ele já esteja resolvido.”
André Gide – o Imoralista