Magia

Arrumo livros na estante, separo doações dos que não lerei, dos que seguem manuseados, mas esperam. Há tempo no tempo.

O sol é cinzento. Abro o livro amigo:

“Tenho grande falta de habilidade manual, lamento- o. Seria mais perfeito se as minhas mãos soubessem trabalhar. Mãos que fazem alguma coisa de útil mergulham nas profundidades do ser e dali extraem uma fonte de bondade e de paz. O meu padrasto ( a quem chamarei aqui pai, pois foi ele que me educou) era alfaiate. Tinha uma alma profunda, um espírito verdadeiramente mensageiro. Por vezes dizia, sorrindo, que a traição do erudito principiara no dia em que um deles representou um anjo com asas: é com as mãos que se sobe ao céu.”

O despertar dos mágicos, Louis Pauwels e Jacques Bergier

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