Ainda Valter Hugo, ter

Tinha, tenho a louça, os copos, os lençóis, as estranhezas que colecionei. Livros, e mesas. Oito mesas, não, são nove nesta sala de janelas. Muitas janelas também. Estantes abarrotadas com livros. O conforto vem do vento, do mar, da lagoa, do sol e da passarinhada. Das buganvileas. Atravessam as vidraças debruçadas no parapeito das  muitas janelas. Espinhos e flores, tenho.

Tinha a casa, a coleção de conchas e das coisas esquisitas que o mar trazia, algumas desconhecidas como se viessem dos cometas, e tinha os melhores anzóis, as canas de pesca, tinha três bons lençóis de linho que já haviam sido da sua avó, tinha louças com muitos anos que haviam pousado em mesas repletas de gente em tantas conversas. O Crisóstomo tinha até cuidado com o conforto da casa, para que fosse sempre um lugar agradável onde as pessoas quisessem entrar. Mas tão pouca gente entrava.” ( p.14) 

Valter Hugo  Mãe, O filho de mil homens

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