O amor deveria

Terça-feira, cinzenta, amarela, azul. O sol se abre, se esconde. Avisa, não fica.

A Lagoa do Violão encheu. Ventos derrubaram uma árvore, outra, algumas ainda sacodem inquietas. Calçada limpa. Gramado lavado. E a poeira descansa.

Como explicar o encontro, a saudade, e a separação?

A necessidade física, que é a origem e o fim da bela fantasia, tem de fazer parte da vida humana saudável.”

– Sem palavra, sem olhar, sem gesto. Veias abertas, cortes, o derramado sentimento de perda enfraquece… O amor entre homem, mulher, gente…,- cheio de circunstâncias e paciência. Este ou aquele? Certeza? Tristeza? Cansaço. Aceitar, não reagir, enaltecer, pisotear, e depois, esconder?

– Uma corrente de apertos, abraços, beijos, queixas e tremor. Quero contar, explicar, valorizar, minimizar, reconhecer. Verbos encarreirados. A palavra dá voltas, outras voltas. Pontuar, Subtrair.

Singelas histórias no caldo do amor…

“Para haver uma comunhão diária entre seres humanos, estes precisam ser capazes de falar uns com os outros de maneira conveniente e agradável. Isso não significa que todos vão falar ou pensar as mesmas coisas. Muito pelo contrário, Rousseau sugere que o homem e a mulher trazer oferendas diferentes para a festa, mas precisa ser capazes de se entender mutuamente e estar interessados nisso. A comunhão da compreensão e da fala é o elo mais durável entre o homem e a mulher.”

p.109, Amor &Amizade, Allan Bloom

2 comentários sobre “O amor deveria

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