Quando alguém enfrenta – ainda que com muita dor, – a sua verdade interior, sofrida embora, sangrenta apesar, ferindo, às vezes, ferido outras, este alguém sente-se bem: a verdade o liberou. Esse tipo de verdade é possível estar a nosso alcance. É a verdade possível de aquilatar.
Existe, também, uma verdade interior. Chegar a ela pode nos tornar livres. Se é possível enfrentar a solidão (ainda que como indesejável companheira), adquire-se o direito de ser. Ser é adequar a vida as próprias características. Adequar a vida ás próprias características é libertar-se através da verdade interior. Liberta-se através da verdade interior é alcançar a possibilidade de ser.
Quando vencerei os meus monstros, como encontrar o fio para retornar? Como empreender a viagem, e ser?