Uma fresta “in amorando”

Sou dura por dentro. Sobrevivente pode ser uma boa explicação… Perdas calejam as mãos, o coração também. Esqueci a memória… Harmonia é uma boa palavra.

O que faço? Sigo amorando, lendo. Devagar, voltando, amassando as letras. E tenho um cachorro. Este ter é pesado, ansioso, preocupado, amigo. Gosto de pão com manteiga, café preto. Converso pouco. Durmo bastante, e cedo.

Há palavras, senhor juiz, que não deveriam jamais ser pronunciadas, palavras que são a justificação de uns e a condenação de outros.”

Em Carta ao meu juiz: “O tempo passa. Subo. Abro o primeiro volume das Memórias de Talleyrand. Possuo uma biblioteca completa de memórias e correspondências. E não por acaso. No fundo, sei o que procuro encontrar aí, e não é algo que me orgulhe. Ao descobrir as fraquezas dos grandes homens e suas pequenas covardias, sentimos menos vergonha de nós mesmos.” George Simenon

Ainda existem aveleiras. Gostei dos dois livros.

Um comentário sobre “Uma fresta “in amorando”

  1. Sou frágil por dentro . Perdas calejam . Não esqueço ! E não por acaso , lembranças me aquecem ; no fundo , sei o que procuro encontrar aí e este encantamento é nosso!”
    Pedro Silver

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s