Mulheres marrons

Mulheres marrons, carcomidas pelo sol, circulam pela nossa cidade e chamam a isto de beleza de verão. Meu Deus! E as mulheres brancas, alabastrinas, cuja pele nunca foi desfolhada por nenhum raio de sol, onde elas se encontram, em que país, em que parte do mundo habitam? As escarpadas rochas marinhas escalavradas pelo vento, pelo mar e pelo sol lembram a pele das bronzeadas morenas brasileiras.” (p.18)

Diário, volume II Francisco Brennand

Atrapalhada. Atropelo a vontade de escrever. Eu me curvo à ventania morna de Torres, e entro no calor, nem os peixes se movimentam na lagoa. Não resisti ao parágrafo do Diário. Segundo volume. Atabalhoada. Ansiosa, ou agitada, acumulo ideia tarefa e desejo vontade sem chegar lá … As cartas se perdem as contas esperam. O dia sufoca. Asfixiado o tempo de ler. Esqueci o primeiro volume no Rio de Janeiro.

Está quieto aqui dentro! Fechado … Tão devagar … Sou eu mesma a consumir esquecer lembrar  voltar  esquecer este tempo de envelhecer. Esquisito engraçado gozado nostálgico saber que a vida termina com ponto final, não é virgula, nem exclamação ou interrogação …  Três pontos. Não entendo a finitude  nem o sol nem as mulheres marrons.

Que o verde das montanhas encante e o sol pequeno se esconda no regador …

2016-02-08 23.24.21

Que o verde das montanhas nos encante, e o sol fique pequeno e se esconda no regador. … não quero a caverna, mas a frescura da água.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s