a fresta, sem reler

Parece que não vou conseguir escrever o que é preciso. Fico sentada quieta, isso é, imóvel. E penso. Penso que não acertei. Outras vezes aperto a boca aflita, cheguei mais perto.  Também posso sorrir, e dizer, consegui. O que pode ser positivo para mim se apresenta duvidoso do outro lado…. Por onde começaria? Não é possível apontar. Se penso infância, remoto demais, imagino amarelo, mas o xadrez do vestido marrom…  Duas camas gêmeas. E o tempo real se esparrama… já aconteceu, mas podemos fazer acontecer tudo outra vez, imitação, escolha, assimilação? Um círculo. Carbono. Como é que que este olhar se reproduz, e o gesto … A mesma insegurança. Janelas se abrem e se fecham e nada é totalmente diferente. O cenário, o clima, as sombras, os movimentos, e o som. Elizabeth M.B. Mattos Torres junho de 2017

FRESTA da mesa

2 comentários sobre “a fresta, sem reler

  1. Gilberto Sartori Horrível é essa solidão nesses dias cinzentos de chuva e frio, que nos leva a pensar , sentir saudades e a impotência de saber que nada pode ser feito para mudar.

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