pequena caixa ou caixa pequena …

A liberdade não está ao nosso alcance … ao alcance da mão, da cabeça, mas solta no íntimo da alma. Não domino o sentimento que me afasta, ou aproxima desta ou daquela pessoa … A natureza de ser/ter/ estar se altera no cansaço, no corpo físico, e por dentro …  Escrever sobre eu mesma, ou como me sinto, enxergo ou me vejo,  …  difícil, embora possa ser apenas descritivo. Exercício pesado.  Elizabeth M.B. Mattos – Torres 3 de julho de 2017

Volto a um velho texto de um velho livro: “Existem numerosas espécies e gêneros de hortaliças, porém todas, segundo nossos princípios de classificação, jazem no lodo. Crescem aí e aí são colhidas. Batatas, tomates, chicória e nabos. Seres não – humanos e seres humanos. Alterando a analogia, poder – se – ia dizer que vivemos vidas que estão encaixadas desde o nascimento à morte. Desde o ventre de que nascemos à caixa da família, da qual progredimos para dentro da caixa da escola. Quando saímos da escola, já nos tornamos tão condicionados a viver numa caixa, que, daí em diante, erigimos própria caixa, uma prisão, um receptáculo em nossa volta … até que, finalmente com alívio, somos introduzidos no caixão ou no forno crematório. ” (p.35) Davis Cooper, – Psiquiatria e Antipsiquiatria, – Editora Perspectiva, Coleção Debates, São Paulo 1967

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