Da ilha ao farol. Chuva pesada trovoando. Sem ansiedade em silenciosa manhã. Preguiça no corpo. Presa, amarrada, e tanta agitação na despedida. Não sei se volto, é preciso, teu sorriso afirmou: ‘descansa cuida e te aquieta’. Sol no corpo, tua presença. Antes do agora eu te escrevo para dizer da falta que sinto deste tu e eu, nós dois. Apego ao vazio povoado / avoado, tu sabes. Fico a pensar que este encontro / desencontro pode ser o que melhor nos acontece no entardecer envelhecido. Eu me demoro no espelho. Rugas na testa, nos olhos, em cima da boca: um mapa. É a vida. Corpo abraçado na vontade empurrada enlaçada que resguarda o sonho. Silêncio na ausência que se pensa amor. E, palavra, rabisco que se imagina sentimento. Tu e tu, tantas vezes nós. Você e você, eu, outra vez nós. Experiência azul verde rosada amarela e violeta. Experiência do corpo com memória. A lembrança flutua. Imagem que volta… Nós: a pensar um no outro, tu sabes, eu sei. Somos azuis. Elizabeth M.B. Mattos que se quer floresta. Liza no bosque, ou no mar…, sim, no mar. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2018 – Torres

…,vou contigo no espanto.