ambivalência

…, sentir fazer acontecer…, verbos incompatíveis com a correria da idade. Intensidade soluço e amanhecer no meio da tarde. Não entendo, não aceito, aperta. Virado e fora do lugar. As coisas não se desacomodarão … Desordem. Caos. Ninguém controla ambivalência … nos afogamos. Normalmente caminho pela calçada, cuido buracos, saliências, raramente tropeço. Ninguém deveria mergulhar onde não deve…, deveria não acontecer, mas acontece. Estes estranhos fenômenos da natureza deixam o mundo virado. Cabeça virada, corpo do avesso. Não faz sentido. Estou com mais de setenta anos … mais, muito mais.

Monções, o siroco, ou sei lá quantas ventanias … sinto medo. Antes não era assim, não me assustava, apenas estremecia.  Certezas próprias adequadas perfeitas. Noites insones, dores no corpo, ou cabeça fervendo, normal, agora, sinto medo. A desordem me atormenta. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro 2018 – Torres

desordemdesordem dois

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