“Quem ama tende a atrair a pessoa amada para seu próprio amor.
[…]O enamoramento é uma transformação individual, interior, que vai em busca de seu objeto. Em todos os estágios iniciais, somente um está apaixonado.
[…] a pessoa que foi ‘arrastada’ para o enamoramento, pode prescindir do outro, enquanto aquele que está verdadeiramente enamorado não pode fazer o mesmo. […]
Há diferenças que nem mesmo a paixão consegue unir: o complexo pode compreender o simples, mas o simples não pode compreender o complexo, que lhe parece falsidade e loucura.
[…] E eis então que quem está menos enamorado reprova o que está verdadeiramente enamorado por viver num mundo irreal em que tudo é jogo e fantasia. […] o que ama menos será sempre o que reprovará o outro, achando – o insensível, ambíguo e egoísta, por viver de fantasias.”(p.64-68) Francesco Alberoni – Enamoramento e Amor