perigo na fantasia

“Quando fantasiamos algo, podemos nos deparar com uma situação que além de não colocarmos em prática, nem sequer temos a intenção de realizar. […]” (p.115)

“[…] o fato de não cogitar em levá – lo à realização, apesar da motivação animal que nos faz fantasiar, é uma espontaneidade do indivíduo.

O que importa numa relação, o que propicia rixas ou apreço, diz respeito a intenção do individuo e não a intenção animal. O tolo as confunde e enxerga, à luz das reações e do comportamento humano, apenas o ietser ha-rá (o impulso animal), puro e indiferenciado. Este, no entanto, nada nos diz sobre o indivíduo, mas sim sobre todos nós coletivamente. Julgar alguém por sua espontaneidade animal é tecer julgamento sobre si mesmo.

Ao perceber que o outro inicia movimentos no sentido de se relacionar conosco tendo que lidar com seus impulsos animais (originados num universo autocentrado e exclusivamente voltado para a própria sobrevivência), nos permitimos apreciar as verdadeiras intenções e atitudes deste outro. […] (p.115-116) Nilton Bonder A Cabala da Inveja

Seguidamente tiro do contexto leituras para criar o meu contexto tendencioso e inseguro.  Tenho vontade de dizer, ou atacar, mas sinto medo, não quero ser injusta nem comigo nem com o outro, então recuo cautelosa. Procuro aleatoriamente a resposta num livro / numa leitura de baú.

Na realidade sinto uma frustração lá dentro porque o que desejo não acontece. Vou ao limite de propor, acenar, mas percebo rejeição, ou não vejo reação, ou …, não sei enxergar. Fica esboço não pintura nem desenho. Não sei lidar com o desejo  da voz da pele, nem a intenção velada descarada de minhas intenções ocultas / evidentes. Então sinto ciúmes. ” Não seja afoito” escreve  Nilton Bender.

Premência de viver o agora neste agora / hoje me exaspera. Por que não aceito o não dito como dito. Espero. Encolho, mas sinto ciúmes. Eu me pergunto como posso ter ciúme de um sentimento de um olhar que não é meu …, ciúme do possível / imaginável outro que preenche / compartilha com outro que não sou eu. Se estivesse livre, aberto, ou perdido ou …, não posso pensar assim, eu sei. Então escrevo, exorcizo para esquecer e reagir. Elizabeth M.B. Mattos / começou a chover e caiu a temperatura, gosto. Torres 2018

 

E me penitencio aturdida e inquieta. Está tudo errado.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s