amarrados

Vida e fantasia. Nós dois a sonhar amarrados  no avesso do dia, aquele em que nós dois não estamos. Na fantasia da fantasia nos debruçamos. Sinto trepidar o que antes chamei de amor ou paixão. Não somos nada que possa ser desenhado por um modelo daquilo que já vivemos. Estamos a brincar. Do outro lado a vida comum, lisa, arranha estreitos conceitos de cotidiano. Posso cantar …, ou dedilhar o piano. Quero que dances comigo corpo colado no corpo. Transpor a barreira, o avesso.  Eu te toco,  sou a menina de treze anos. Feitiçaria e mágica nestes gestos repetidos. Lembranças: o cheiro da casa, cantos escondidos de brincar. Digo do amontoado da alma. Selo diabólico e insano desejo de ser aquela que decodifica, desarruma a casa.

Será a convivência a contínua dor dos casais? O que de fato angustia e agita? O que nos faz permanecer imóveis? Enquanto dormes solto e pesado escrevo ansiosa. Eu te quero tanto! Neste caminho os pés não sangram. Morno acarinhar que tanto necessitamos! Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2018 – Torres

 

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