A trégua

Posso repetir como  Mario Benedetti: “Agora, o sexo  é (para mim, pelo menos) menos importante, menos vital; muito mais importantes, mais vitais, são nossas conversas, nossas afinidades.” (p.131) A trégua.

E eu penso que não passamos impunes pela vida de ninguém. Há sempre a tentativa de ficar. É sempre mais fácil  falarmos pela voz de outro, por isso eu me sirvo dos livros, vozes que não revidam, e passivamente, escutam. Beth Mattos

“[…] com tantos problemas de comunicação nas minhas relações com meus filhos, com o pudor defensivo que sempre resguardou minha vida privada da malícia do escritório, com minha higiênicas aproximações com mulheres sempre novas, nunca repetidas, é evidente que eu me havia desacostumado a sinceridade. Inclusive, é provável que só de forma esporádica eu a praticasse comigo mesmo. Digo isso porque certas vezes, nestes diálogos francos (que tivemos nestes últimos meses), eu me vi pronunciando palavras que pareciam mais sinceras do que meus pensamentos. É possível isso? Então me assombro com a saudade que sinto de ti.” (p. 127) Mario Benedetti  A trégua

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