escrever sair e se perder

“A ideia das páginas desaparecidas não tinha saído a contento, e ele a arquivara e esquecera.

Não desisto. O fantasma gente/pessoa segue fazendo o dia continuar caminhar seguir sem interromper, nem por um minuto, a ideia errada ou nova ou estranha  se forma  dentro de mim. Vi o ninho bem perto da janela, e eu penso no invisível que é o outro, e digo bom dia. Converso com quem está na calçada, abraço a filha. Faço caretas de desgosto porque não vou viajar. Deveria. O dia está lindo. Lindíssimo. “Agora, porém, ele se deu conta de que poderia dar a essa historinha sobre uma guerra entre linguagem e o silêncio um significado que não era somente linguístico; percebeu que a história ocultava em seu interior uma parábola sobre liberdade e tirania cujo potencial finamente compreendera. A história estivera além dele, por assim dizer, e agora sua vida pessoal o alcançara. (p.166) Salman Rushdie – Joseph Anton Memórias. Estou a misturar leituras,  da mesma forma que misturei emoções genuínas de cada filha, de cada neto, me mostro incapaz de compartilhar e festejar o conjunto. O conjunto a particularidade são os bordados necessários únicos e eu, eu deveria decifrar e abraçar. Desaparece de dentro de mim a coragem de me sentar silenciosa e escrever. Escrever pode ser pintar pintar borrar, jogar tanta tinta em cima  sem cuidar do que esconde, e nada definir. Incapaz, espichada, fraca, tropeçado. Priorizo a dor na perna esquerda, o silêncio, três livros abertos, uma voz fantasma, e sou eu a pedir perdão. Que seja perdoada. E leio releio leio A MALETA DO MEU PAI de Orhan Pamuk, – Flávio Xavier tem razão.

“Escrever é transformar em palavras esse olhar para dentro, estudar o mundo para o qual pessoa se transforma quando se recolhe em si mesma – com paciência obstinação e alegria”. (p. 13) Orhan Pamuk – A Maleta do meu Pai

O que me atrapalha é este carência-fantasia – que me faz uma idiota apaixonada insistente, desvio do sério do que de fato importa para brincar com carrinhos miniaturas bolas de gude, e comer balas …, a vida é séria, um ia/ e termina, logo vou me dar conta. Elizabeth M.B.Mattos – agosto de 2018 – Torres

SALMANNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNN

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s