egoísmo

Há quem diga (e também já li em alguma parte) que o mais alto amor sentido pelo próximo não passa no fundo de mero egoísmo. Não que seja bom ou ruim o egoismo. O altruísmo é destrutivo, uma bandeira  chamada desespero. No egoismo a defesa. E sempre há uma desculpa presa na ponta do fio. SE sou valente, forte e decidida …, bem só posso ser assim comigo mesma, e com minha nominada solidão. Reclusa e aberta, paradoxal. Como sou apenas eu comigo estou sempre pronta ao primeiro passo, ao único passo, a todos os passos. Na história sucessivas perdas e o constante excesso de amor derramado cego, estúpido. O espanto da covardia, e a defesa da generosidade permissiva: respeitar a vontade do outro. Quem é o outro que não está em nós? Sou o teu olhar, flexível a tua vontade. Eu me materializo na tua voz, na tua palavra, na tua vontade e na tua covardia. Sim, natural que eu me sinta esvaziada. Vou reagir. Vou soltar a ponta do fio. Aquela palavra confidencial que me deste num momento de fraqueza, a tua e a minha voz misturadas, o nosso egoismo. Agora, as cartas não tem mais endereço: colocarei a mensagem na garrafa vazia do vinho que bebi, e lançarei ao mar. Histórias de amor e desencontros, o estúpido e maléfico acaso. Fiquei dias e dias com a porta aberta para o jardim … Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2018 – Torres

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