peregrinações de amor

Já foi dito já foi escrito já foi pensado já aconteceu. Já terminou já voltou. Já não sei.. Já Não falo nem digo, nem vejo. Tudo misturado. Ela sabia.  E.M.B. Mattos – outubro de 2018

“Um caos interior, semelhante àqueles vulcões secretos que, de repente, erguem os sulcos nítidos de um campo pacificamente arado, aguardava, aguardava , por trás de todas as desordens do rosto, cabelo e roupa, uma fissura por onde explodir.” (p.13)

Nas múltiplas peregrinações de amor, Sabine era ágil em reconhecer os ecos dos desejos e amores maiores. Os grandes, especialmente se não tivessem tido morte natural, jamais morriam por completo e deixavam reverberações. Uma vez interrompidos, rompidos de maneira artificial, sufocados acidentalmente, eles continuavam a existir em fragmentos separados e infinitos ecos menores.”

Tudo que tivesse sido arrancado do corpo, assim como da terra, extirpado violentamente, cortado, deixava debaixo da superfície raízes muito ilusórias, muito vivas, todas prontas para medrar de novo sob uma associação artificial, por meio de um enxerto de sensações, dando nova vida a esse transplante de memória.” (p.100 – 101) Anaïs Nin Uma Espiã na Casa do Amor

Anaïs Nin nasceu na França, em 1903. Viveu durante anos em Nova York mas retornou à Europa na década de 30. Foi discípula das descobertas psicanalíticas e precursora do feminismo e da revolução sexual. Faleceu em 1977

melhorzinha

 

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