do trabalho

Em cada ofício é preciso conhecer a história de seu desenvolvimento. Se os operários de cada setor de produção, ou melhor, de cada fábrica, soubessem como esta surgiu, como pouco a pouco se desenvolveu, aperfeiçoando a produção, trabalhariam melhor do que trabalham, com uma compreensão mais profunda do sentido histórico e cultural de seu labor e com maior entusiasmo. É necessário também conhecer a história da literatura estrangeira, porque, em sua essência, a criação literária em todos os países e de todos os povos é igual. A questão não é a relação formal, externa, nem que Púchkin tenha sugerido a Gógol o tema de Almas Mortas, o próprio  Púchkin, provavelmente, emprestou- o de Viagem Sentimental, do escritor inglês Stern; não importa a semelhança temática entre Almas Mortas e As aventuras do sr. Picwick, de Dickens, o importante é verificar que, em todo lugar e há muito tempo, vem sendo tecida uma rede para ‘captar’ a alma humana’, sempre e em todos os lugares houve e há pessoas que tinham e têm, como objetivo de seu trabalho, libertar o homem de superstições, julgamentos e preconceitos.

[…] O idealismo filosófico ensina que acima do homem, dos animais e de todas as coisas que o homem cria existem e prevalecem ‘ideias’. Elas servem de imagens perfeitas de tudo o que é produzido pelas pessoas que, em suas atividades, dependem das ideias e todo o seu trabalho se resume em imitar as imagens, ‘as ideias’, cuja existência ele sente, segundo se diz, de maneira vaga. Desse ponto de vista, em algum lugar acima de nós, existe a ideia dos grilhões e do motor de combustão interna, a ideia do bacilo da tuberculose e da espingarda de descarga rápida, a ideia do sapo, do pequeno-burguês, da ratazana e de tudo que existe na Terra e é criado pelos homens. […] o mais belo mundo é aquilo que se cria com trabalho, com a mão inteligente do homem, e todos os nossos pensamentos, todas as ideias surgem do processo do trabalho, disso nos convence a história do desenvolvimento das artes, da ciência e da técnica. O pensamento vem depois do fato.”(p.160-196) Máximo Górki  Três RUSSOS e Como me tornei um Escritor

…, queremos fugir. Não fazer. Ou prazeirar. Logo nos damos conta que Macunaíma de Mário de Andrade foi / é nosso herói sem nenhum caráter -, e o que podemos dizer / pensar? Arregaçar as mangas. Não existe o de graça, nem o fácil, existe trabalho. Elizabeth M.B. Mattos – outubro de 2018

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