amizade estelar

[…] sigo a pensar: o amor esfacela interdita, e tira empenho do caminho: buscar. Enquanto tenho planos, ideias, confabulo, os dias se apequenam, e as noites insones se abrem no trabalho / no fazer / na luz de conquistar. Estou sempre a me agitar. Instalada, abraçada no amor amado sinto uma pacifica paz. Vazio preenchido,  encontro o ponto, o porto.  Há que viver o furacão da desordem, da solidão para recomeçar a sentir o perdido desejo de chegar. Elizabeth M.B. Mattos – novembro de 2018 de alguma forma / maneira eu te imagino / desejo a me pensar / a me desejar, mas te confesso que o tempo enruga a pele a alma, e os dias. E não chegas, eu te espero. Velhos, a nos reconhecer …

Nós éramos amigos e os tornamos estranhos um para o outro. Mas está bem que seja assim, e não vamos nos ocultar e obscurecer isto, como se fosse motivo de vergonha. Somos dois barcos que possuem, cada qual, seu objetivo e seu caminho; podemos nos cruzar e celebrar juntos uma festa, como já fizemos – e os bons navios ficaram placidamente no mesmo porto e sob o mesmo sol, parecendo haver chegado a seu destino e ter tido um só destino.  Mas então a toda-poderosa força de nossa missão nos afastou novamente, em direção a mares e quadrantes diversos, e talvez nunca mais nos vejamos de novo – ou talvez nos vejamos, sim, mas sem nos reconhecermos: os diferentes mares e sóis nos modificaram! Que tenhamos que nos tornar estranhos um para o outro é a lei  acima de nós: justamente por isso devemos nos tornar também mais veneráveis um para o outro! Justamente por isso deve se tornar mais sagrado o pensamento de nossa antiga amizade! Existe provavelmente uma enorme curva invisível, uma órbita estelar em que nossas tão diversas trilhas e metas estejam incluídas  como pequenos trajetos – elevemo – nos a esse pensamento! Mas nossa vida é muito breve e nossa vista muito fraca, para podermos ser mais que amigos no sentido dessa elevada possibilidade.  – E assim vamos crer em nossa amizade estelar, ainda que tenhamos de ser inimigos na Terra.” (p.96-97) Friedrich Nietzsche  O caso Wagner

Paty eu velhaaaaaaaaaaaaaaaaaa

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