saboneteira na janela

1968

Escorregar e recomeçar, cair e levantar, desesperar e voltar. Perder por dia inteiro, ou foram dois… Alternância imposta. Perdi a saboneteira vermelha, e a esponja. O tempo. Sapatos, escova, blusa laranja, fita azul, a razão. Desordem. Deveria ter gritado, talvez caminhado ou chorado, ou esquecido. Outro sabonete, outra esponja. Não consigo largar, deixar. Procurei dia inteiro. Depois, arrumar gaveta, ligar o rádio, aspirar, tirar o pó, esfregar os vidros. Poeira por todos os lados. E o lugar fora do lugar. Senti aquela vontade danada de desfazer-me disto e daquilo, inutilidade. Lembrança boba. Passado de beijo e de abraço, lembrança esquisita.  Quando cheguei. Quando voltei. Surreal este perder… Até o contato. Insistência. O filme que eu queria ver. Deixo para trás o sol e o vento. Que importa? Desespero pela saboneteira. Procurei, entre um andar e outro, ducha e a banheira. Repassei passos e pensamentos. Ufa! Encontrei a saboneteira… No parapeito da janela. Elizabeth M. B. Mattos – março de 2019 – Do meu jeito! Feliz!

Um presente! como gostei! como gostei! Como sempre presente!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s