aquele que mais amei

Você me perguntou, num rasco de sinceridade, qual o homem que mais amei, desejei. Quem o escolhido, o querido? Eu respondo. Aquele que não tive. Idealizei. Escritor, pintor, escultor, ator, jornalista, músico: os fantasmas. Em que momento amei? Quando não quis ser sogra, amiga ou confidente. Confessei. Sedução perigosa: tudo querer e nada possuir, puro desejo. Inquietude ou distração. Da arte, um templo. Não respirei, enfiei as mãos na terra: eu ainda penso em você. Distraído, medroso, ousou, e viveu… Saudade! O beijo, a certeza de que era/foi/ será sempre, amor. Não repartir ou respirar. Queria e tanto! Sem ousar. Eu confessei o desejo de amar… Elizabeth M. B. Mattos – abril de 2019 – Torres

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