Dor do corpo e dor da ideia marcam forte, ia-voava reto tão forte como todo o amor e raiva de ódio. Vai mar…

“Conforme pensei em Diadorim. Só pensava era nele.[…] Com meu amigo Diadorim me abraçava, sentimento meu voava reto para ele…  Ai, arre, mas: que esta minha boca não tem ordem nenhuma.[…] Dor de copo e dor de ideia marcam forte, tão forte como o todo amor e raiva e ódio. Vai mar…[…] o mais importante e bonito do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou.” Guimarães Rosa Grande Sertão: Veredas

Quero de volta as minhas janelas para o mar… Quero de volta tua fala, teu olhar, teu beijo de ontem. O abraço de hoje. Eu te quero de volta para ficar… E nunca sei como te explicar. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2018 – Tu levaste contigo os amores passados. Por que não te deixas ficar tranquilo nos meus braços? Eu quero! Eu quero que fiques, meu querido! Elizabeth M.B. Mattos

Quero de volta as janelas por onde o mar se debruçava esmeralda. Quero te abraçar pelas costas. Se vens me ver e me dizer/falar, não te deixo ir, nem voltar… lembras quando eras tu e eu?

deixa eu sentir

Antes de escrever, deixa eu sentir.

Estranho este pensar

Assim mesmo és tu: violão, doçura e tanta voz!

Movimento, os cães!

Sem imagem, sem rodoviária, sem voz.

Será que gostas de ervilhas?

Será que existes? Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2019

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luz da lua

Voz, certeza, amontoado de jeito tão ele! …próprio de amar o amor. Teu olhar conversador!

Como escandaliza cimento em excesso: árvores secas. Descaso e preguiça! Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2019 – Torres

PASCOAAAAAAAA

CIORAN

Excesso de vontade. Excesso no desejo. A relação flui lenta, preguiçosa. Neste/deste jeito gosto de nós dois juntos. O que não impede uma efervescência violenta interna reprimida. E o sono esparramado nesta sexta-feira silenciosa explica os excessos: esfreguei, ordenei sem método ou jeito. Entregue ao brilho das meninas. Ao bronze da praia: cheiro de férias e sal. Eu me transporto para os braços da Anita, do Roberto, da paciência de meus pais. Sinto o perfume das lajotas enceradas. Do gosto de abacaxi. Beleza das uvas… Já  temos laranjas! E o sol se termina/ acaba ainda cedo. Os filhos cresceram… E  espero. Fecho encantamento e amarro a lembrança de Torres sendo apenas praia céu e gosto de milho. Sofisticação do que já passou… Elizabeth M.B.Mattos abril de 2019 – Ana e Luiza em Rio Pardo, os netos também: expectativa. Eu sou o chocolate.

A verdadeira filosofia é a literatura, a única reflexão que não teme o escândalo da vida. Fora disso, mostra Cioran, só existem tentativas positivistas de regular o regulável, o limitado, o racional. Mas o verdadeiro filósofo deve alimentar-se de paradoxos, de paixões, de ironias, de tempestades.

Não se evita impunemente uma crise interior‘, avisa Cioran. 

“Cioran  evitou as concessões. Teve sucesso sem adorar o brilho. Permaneceu libertário mesmo quando se tornou um mito, uma celebridade, um adulado. Desprezou os prêmios e as horarias fáceis. Buscou no tédio, no vazio,  na insignificância das coisas, o sabor da existência. Só há sentido na falta de sentido. Depois de ter reduzido o tudo ao nada, suspirou: ‘Se não escrevo mais, é por estar farto de caluniar o universo.

‘Quando a maioria dos pensadores estiver relegada ao silêncio empoeirado das estantes, Cioran ainda resistirá como um analista do impossível, um mestre da dúvida, um espírito da mordacidade a serviço da palavra maldita. A sua insolência resistirá ao sol do tempo dando sal a impaciência dos que já não suportam a morosidade do’ vitalmente correto’.Tradução e apresentação de Juremir Machado da Silva Cioran Entrevistas com Sylvie Jauceau – Coleção Filhos de Rimbaud

“A lucidez e a fadiga venceram-me 

–  falo de uma fadiga filosófica tanto quanto biológica – ,

algo se rompeu em mim. Escreve – se por necessidade, e a lassitude elimina essa necessidade. Chega um tempo em que nada disso interessa mais.” CIORAN

 

Pascoa perto longe

Segunda-feira, 5 de abril de 2004.

João, estou com saudades sim, mas, muito preocupada com o tempo que a vovó dispõe para RESOLVER muitas coisas. Agora estou em casa tratando de NOVOS caminhos para minha vida, inclusive, a possibilidade de me aposentar. Sabes o que SIGNIFICA aposentar- se? Receber um dinheiro para ficar em casa e ter, então, comida e roupa. Quem pagou para o GOVERNO um tanto de dinheiro, depois de muitos e muitos anos de trabalho, pode parar por estar ficando velho, velho, velhinho…, acho que é isto.  Quem sabe explicar melhor é o papai. Pergunta para ele. Mas a vovó também  quer ganhar dinheiro…, vou fazer um concurso, vou estudar um pouco mais…se der, deu… TU podes imaginar uma pessoa como eu passando os dias inteiros  numa cadeira de balanço para lá e para cá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Poderia ler muitas histórias, é verdade, talvez escrever outras,…mas, eu penso que estar trabalhando e ganhando um pouco mais de dinheiro seria melhor.

Bem, a Páscoa e o coelhinho estão chegando, juntinhos. Vou passar estes feriados com vocês. Então conversaremos sobre o TEMPO de FICAR NA CADEIRA de BALANÇO e o TEMPO de FAZER COISAS. TAMBÉM PODEMOS PENSAR no TEMPO de CAINHAR na PRAIA COLHENDO CONCHAS e PEDRINHAS. O que achas? Vovó Beth