do vento

Quando o Vento passa, o capim se encrespa como um lago e o trigal ondula como o mar. É a dança do Vento. Não ouves o Vento contar histórias? sua voz é um canto, tem vários sons. Ouvido entre as árvores da floresta, tem um som; através dos buracos, das fendas, das rachaduras das paredes, tem outro. Vês lá do alto, o Vento tangendo as nuvens como se fossem um rebanho de ovelhas? Ouves como aqui embaixo o Vento uiva através do portão aberto, como se fosse a sentinela tocando a sua corneta? Com estranho gemido entra pela chaminé. Erguem – se as labaredas, o fogo crepita, voam fagulhas, o clarão das chamas ilumina todo o aposento. Como é bom e agradável deixar – se ficar ali no aconchego da sala aquecida, e ouvir embevecido, o Vento lá fora, a assobiar, a uivar… Ele conhece mais lendas e histórias do que todos nós juntos. A voz dele é um canto e um gemido. Deixo – o entrar.” (p.437)Hans Christian Andersen (1805-1875) Quando o vento passa

 

 

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