sonho meu e de Verlaine aussi

Seguido eu faço / construo / tenho este sonho estranho e profundo / penetrante / intenso, tão meu! De um homem desconhecido que eu amo e que me ama. Conhecido e desconhecido ao mesmo tempo: eu amo e ele me ama. Ele não é sempre o mesmo, e não é outro, és tu, e tu sabes, mas te assustas, recuas. E sou eu, a mesma pessoa que lembras. Não me amas,  ou amas o medo de me querer. O querer no medo… Como o meu de ter e não ter de sentir não sentindo, nem tocando, e assim, neste ir e não ir, neste sonho que chega e desaparece tu ficas preso, para sempre no meu/ no teu imaginário de te querer, sem querer, porque não és. E não sou mais. Elizabeth M.B. Mattos – agosto de 2019 – Torres

ANTOLOGIA francês.jpg

Je fais souvent ce rêve étrage et pénétrant

D’une femme inconnue, et que j ‘aime, et qui m’ aime,

Et qui n’ est, chaque fois, ni tout à fait la même

Ni tout à fait une autre, et m’aime et me comprend. […] Verlaine

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