no trem

O tempo passou/ anda/ escorrega. E aqui estou no trem. Volto ao tempo da ardente paixão. Paixão ardente,  não termina. Não nego saudade. Assombração. Saudade tenho da vida ela mesma, parte deste processo. Tempo dolorido ou florido: tempo. Tenho pernas e asas, caminho a voejar. A ladeira da memória. Olhar e voltar. O roteiro da viagem impossível será agarrar o tempo, reinventar (vou brincar) o vento. Sabes o que estou a imaginar? Olhar no olhar, não falar. Serei/sou, outra vez, ideia/sonho/ esperança. Não escrevo. O livro se diz página, e se mostra vivo. Na história se eterniza: cheiro, linha, peso, cor, identidade. O mistério. Ou tela aquosa: cor rouca? Eu me perco na procura, no caminho distraído… Não tenho o essencial, perdi a alma. Beth Mattos – Torres 2020

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