abstrações

Viver abstrações, que mobilidade! Todos os pensamentos, os graves e os sutis, os apaixonados e os frios, os racionais e os imaginários, fariam parte dessa partida meditada.

Viver abstrações seria fugir/escapar desta específica loucura. Sempre, como necessidade absoluta, escolher entre direita e esquerda, rosas ou cravos, desertar ou ir para a morte, estourar ou minguar até chegar ao nada… Mobilidade seria o balanço? O exercício se alimenta da oscilação doente? Não pensar, mas fazer acontecer a guerra. Não estamos com a doença, o vírus grita escandaloso, assusta. E tudo acontece preso/amarrado na oportunidade de gritar contra, exterminar, destruir, não fazer junto, não ir, mas… E já estou na política, no movimento louco. Ninguém se opõe ao fantasma, todos sacodem o monstro. Fomos tão longe nestes anos enfiados que amordaçar se segue ao crucificar, eleger se tornou uma palavra a ser corrompida. Neste país…, em cada país o seu tempo de sangrar. Não posso escrever. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2020

O que antecedeu a epidemia, a raiva verdejando, e estou estupefata, e desanimo. Tantas pedras!

De repente perguntaríamos: onde estou, eu que sou? Em que espaço imaginário meus laços me prenderam? […] O redobramento do pensamento é automaticamente um desdobramento do ser. A consciência de estar só é sempre, na penumbra, a nostalgia de ser dois.” (p.191) Gaston Bachelard  O Direito de Sonharacuso 2

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s