o mesmo

Do sentimento, o mesmo círculo vicioso. Visualizo, esqueço, adormeço numa memória de saudade. E repasso a escolha, o acaso destes anos sem parceria, camuflados em ser eu, quem eu sou? Não sei. Um desenho mal acabado, rabiscado. E não vejo interesse nesta história mastigada. Há que ter futuro, aventura, ousadia. Parceiro. Não consigo mexer as pernas, e as leituras se espreguiçam… Não sei o porquê. Deve ser esta coisa danada de envelhecer que assusta tanto. Então vou caminhar, subir e descer ladeiras. Escovo a Ônix, e vejo que ela também já tem os pelos brancos, acinzenta. Eles, os cães, envelhecem. A natureza. Eu envelheço sob protesto. Esta pandemia nos encolhe. Não tenho o direito de ser feliz, de estar/ser igual, de respirar quando tanta violência doente cerca. Vou fazer um bolo/ outras panquecas/  descascar ilusões, e  teclar / teclar/ teclar revirar as colheres. A culinária tem feitiço. Satisfaz e perfuma. O caldeirão borbulhante traz o prazer do feito, do conquistado sabor. Eu te ofereço uma porção mágica. E na brincadeira deste viver eu me transformo em princesa e tu em amor. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2020 – Torres já na manhã indo…flores brancas com recorte.jpg

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s