a visita

Fazia parte da rotina ver/procurar casa, pequena, nem tanto e algumas eram grandes, com gramado, , sem cerca, ou com muros altos. Varandas, sacadas, espaços abertos floridos… Depois o chá com fatia grossa de bolo, ou biscoitos, e nenhuma pressa. Rotina amiga. Nestes velhos encontros novos, a vida. Conversa praiana se desvia pelas costuras e pela pintura caseira, o desenho. Uma exposição. A meia volta traz o sorriso do amado. Os livros a serem relidos em pilhas. Depois os velhos e importantes filmes, um jeito de voltar estando, afinal aqui, juntos. Encontro tardio com aquele ano desaparecido. Vendaval de lágrimas chuvosas. Ah! Como seria bom teu abraço mais apertado, e tua voz. Queres saber dos amores amado? Ou do ponto final. Antes não importa, quero tua voz. Loucura não te procurar, por que te esconder? Tu me contaste, dedilhaste teus amores ferventes.

Como tu, ninguém mais. Fechei os olhos de prazer. Voltei a buscar aquela luz. Os amados se remexem vivos dentro de mim, sou eu. A lembrança se espreguiçou pra voltar, preguiça. Amar agora, lustrar, polir, trazer as pratas e os cristais, estender a toalha e somos nós dois, povoados com o passado, então felizes. Adolescemos na felicidade do encontro. Obrigada por teres vindo…

Um prato de madeira com bergamotas, tangerinas e limões e o vento ventando uma voz pequena no sono. Acordei. Elizabeth M.B. Mattos – maio de 2020 – Torres

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