medo, palavra e a chuva

Não posso ter medo da palavra, nem do pensamento, nem do esforço / ou do tempo para compreender. Eu seguro, agarro com força cada olhar para depois ficar a desvendar… E o tempo que fica enorme / avassalador se derrama diante dos meus olhos. E é tão pouco! Dos sonhos sonhados, porque desejados, ainda espero as respostas. Estou lembrando da minha amiga que escreveu / ou me disse que envelheço diante do espelho. Talvez pelas fotos. Lembro de Doris Lessing… algumas leituras me arrastam com tanta força,fico esfolada. Hoje vou medindo o tempo das leituras, o tempo de escrever, e lá está, altivo, o medo. Hoje rasguei uma foto, Isso me impressionou. Quando lembro das conversas com Iberê, das angustias e dos desastres que a vida lhe deu, estremeço. Na verdade, a cada um sua temporada de cárcere, de equívoco, de medo… E a chegada do Flávio com suas memórias inconclusas e depois, as verdades que não chegaram… Não há verdade nem confissão, há literatura. Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2020 – Torres

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