Katherine Mansfield

Revendo, voltando, comparando. Aos trancos e barrancos digo o que penso, ou sonho pensar, imagino, solavancos. Pensar, às vezes, atrapalha os relacionamentos. Ideias soltas, bavardage, apenas conversa, uauuu! Feijão com arroz, pão com manteiga. Ninguém quer mesmo saber. E volto ao velho livro, ao velho texto. Volto a caminhar nas mesmas pedras, leitura renovada. Sinto as mesmas coisas, ou as nova coisas como se fossem as mesmas. E a cada velho livro um sentimento pintado de vermelho…UauuuuBeth Mattos

E, ademais, não tenho paciência alguma com as pessoas que não sabem abrir mão das coisas, que correm atrás delas a se lamentar. Quando uma coisa se foi, ela se foi! Está terminada e liquidada! Portanto deixe-a ir-se. Ignore-a e console-se, se é que quer consolo, pensando que nunca se recupera a mesma coisa que se perdeu. Ela será sempre uma coisa nova. Transformou-se no momento em que se vai. Ora, isso é verdade até mesmo quando se corre atrás de um chapéu que o vento arranca da cabeça da gente; e não quero dizer de modo superficial – falo em sentido muito profundo…Adotei como norma de vida nunca me lamentar e nunca olhar para trás. O arrependimento é um terrível desperdício de energia, e ninguém que pretenda ser escritor deve se dar ao luxo de entregar-se a ele. […] Evidentemente, olhar para trás é também fatal para a Arte. É conservar-se pobre. A Arte não pode e não irá suportar a pobreza.” (p.81-82) Katherine Mansfield – Je ne parle pas français e outros contos– Editora Revan

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