passado espiando, mas é apenas uma foto…

O corpo amolecido e farto. De certo/ com certeza/ os excessos se acomodam prazerosos no amanhecer. Depois do café.

Perfumes virtuosos do sono da noite. Amolecida / preenchida.

A caminhada curta se fez meditativa: os olhos se fecham. Esta luz cinzenta, brilhante da manhã entra/fere como agulhas espetadas nos meus olhos. Caminho sonambula. Penso nas pílulas escolhidas, naquelas abandonadas: química de equilíbrio. Viver mais, conversar mais, dormir mais, fazer comedidamente. E o azul, o alaranjado, aquele vermelho, as riscas pretas, o lápis, a borracha e os pincéis. O desejo abusivo de atravessar. Por que não posso pintar, desenhar ou aquarelar atravessada de certezas prazerosas? Tenho/preciso lutar a cada amanhecer com este amontoado de palavras exibidas/ exigentes. Ah! Vou fechar os olhos mais vezes, vou fazer nada, esmaecida nestas pinceladas aguadas. Elizabeth M.B. Mattos – novembro de 2020 –

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