“chutamos o balde”

Chutamos o balde. O meu pai organizou tua chegada. Casa espaçosa, enormes janela festivas. Uma espécie de escritório ateliê. Luxo de sofás brancos. Nas paredes quadros do Eduardo Vieira da Cunha. Alegria em sorriso largo. Escancarada descontração. Descalços, rimos muito, sem planos: a pandemia limita a vida ao jardim de rosas da Marina. Pitangueiras, um gramado ensolarado. Imediatamente te levei uma pilha de papéis. “Vais me ajudar a montar um livro, quando tudo se resolver, a publicação. Vais cavar meu sonho!” Eu jovem, muito jovem neste dezembro. Tu com teu sorrisão! Como faz frio nos enrolamos numa manta como dois meninos. Fiquei tão pequena ao teu lado! No fundo da sala, em baixo da escada que leva ao solário baldes coloridos, deveriam ser uns dez ou quinze. Rimos muito. Quatro horas da manhã! Vou voltar para a cama… Elizabeth M.B. Mattos – dezembro de 2020 – Torres

Eduardo Vieira da Cunha

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