01 de janeiro de 2021

“Propriedade Santos Cosme e Damião – 01 de janeiro – 11 h da manhã – quarta-feira

Aceitei o conselho do grande Dylan Thomas: Não entres docilmente nessa noite serena / porque a velhice deveria arder e delirar no termo do dia; / odeia, odeia a luz que começa a morrer.

Volto a escrever na primeira pessoa. Apesar de todas as implicações de tolice. quando se fala no “eu”, a pessoa acredita existir…Acredita ser diversa. Não prometo, mas me esforçarei para ser menos elusivo, embora tenha por princípio que nada tem se repetindo ou explicado. Como Hamlet, sou naturalmente camaleônico veio – me a tendência do berço ou das entranhas de algum ancestral desconhecido ou mesmo fictício, como o príncipe da Dinamarca – e, na realidade, também “um permanente comediante”, na opinião de Nonato.

Ela chegou fora da hora combinada. De algum modo, deve ser parte do estratagema das mulheres jovens e belas, isto é, fazer – se sempre esperar. Não atino com a razão que me fez lembrar a semelhança do seu corpo perfeito […]” Diário de Francisco Brennand O NOME DO LIVRO Volume III – 1990 – 1999 (p.227)

30 de dezembro de 2020

Torres – 01 de janeiro de 2021 – outro ano, outro jeito de dizer eu fiz / eu pensei / eu não fiz / eu deveria ter feito, cuidado… Não sei o que importa mais ou menos, ou ter dezoito anos, vinte anos, sessenta ou setenta anos e cavar no passado. Contagem regressiva = viver / respirar e, claro, amar parecido com muito. Pouco? Igual recomeço e te espero. Amanhã não será como foi, entrares com flores, e alegria. A que merecemos. Volta logo. Não importa: não vai ser nunca como imaginamos e desenhamos quando estamos longe. Somos / sou esta imaginação gorda! Elizabeth M.B. Mattos – Torres – 2021 um pedacinho de Diário cansado, persistente. Água.

Um comentário sobre “01 de janeiro de 2021

  1. Destilado. Um pouco de destilado. Não um rum qualquer. Talvez um domecq. Ou não. Quem sabe um bourbon barato servido em balcão suspeito pelas ruas de Nova Orleans? Eis o que imagino ser 2.021. Distraído sim, mas destilado. Não ácido. Não suave. Mas profundo e talvez um leve ardor amadeirado. Mas… quem sou? Sessentanos de histórias tão pessoais! E, no entanto, tão pouco original. Não me pergunto quem sou numa manhã enevoada. Tenho medo da resposta. Mas sei que sou! Amiga! Feliz 2.021 com todo o seu mistério alcoólico. Uma dose apenas é justa e suficiente para seguirmos em frente com gáudio e solenidade. Feliz Vida que me inspira amiga. Feliz Tudo. Ou, como digo jocosamente: Feliz Tudibão pois mereces no encontro dos dias e noites permanentes e saudáveis.

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