anfíbios

A releitura devolve o tempo. Reflexão. Um amontoado de passado nos livros lidos / relidos. E já escapa porque envelheço, eu me agarro nos galhos da alegria. Eu me enfio nas malas dos filhos, e dos netos para estar com eles, onde estiverem, invento. Não muda o destino. Não permanecerei, sou transitória. É preciso dizer adeus. Perdas são encontros internos. O Planeta Terra deve permanecer, mesmo ao se transformar: ele é o infinito. Ou também não é? Beth Mattos

O homem é um anfíbio que vive simultaneamente em dois mundos – o mundo da realidade e o mundo por ele próprio fabricado – o mundo da matéria, da vida e da consciência e o mundo dos símbolos. Quando pensamos, fazemos uso de grande variedade de sistemas de símbolos: linguísticos, matemáticos, pictóricos, musicais, ritualísticos. Sem esses sistemas de símbolos, não teríamos arte, nem ciência, nem lei, nem filosofia, nem sequer rudimentos da civilização; em outras palavras, seríamos animais. Os símbolos são indispensáveis. […] As soluções coletivas, a que muitos se apegam com tanta fé, nunca são adequadas. ” Para se compreender a miséria e a confusão existentes em nós mesmos e, portanto, o mundo, temos de encontrar dentro de nós mesmos a clareza que nasce do Pensar correto. Tal clareza não se presta a organização, pois não podemos permutá – la entre nós. O pensamento do grupo organizado é puramente maquinal. A clareza não é resultado de asserção verbal. O pensamento correto não é produto ou mero cultivo do intelecto, nem é tampouco, conforme a padrão algum, por mais digno e nobre que este seja. Ele vem com o autoconhecimento. Se tu não te compreendes, não terás base para pensar; sem autoconhecimento o que pensas não é verdadeiro.” (p.7-10) Aldous Huxley – prefácio do livro a primeira e última Liberdade Jidu Krishnamurti / terceira edição Cultrix 1972

Este constante ‘vir a ser’, alcança um estado após outro, gera contradição, não é verdade? Por que então, em vez de encararmos a vida como um desejo permanente, não a encaramos como uma série de desejos transitórios em oposição entre si? A mente não tem necessidade de viver em estado de contradição. Se considero a vida, não como um desejo permanente, mas como uma série de desejos temporários, que variam constantemente, não há mais contradição.” (p.63) Jidu Krishnamurti – a primeira e última Liberdade

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