desfigurados

O fim determina o começo, uma força, um jeito de começar a contar.

Estavam mortos / desfigurados, e abraçados. Expectativa: quem serão estes dois personagens abraçados? Chove, troveja, e o vento, talvez, tenha aberto as venezianas: cortinas dançam no ar…, luzes acesas.

Um amanhecer embalado pelo som do mar. Abri o baú, revirei as gavetas da cômoda. As duas portas, do velho armário, abertas.

Os lençóis da cama perfumados, os travesseiros afofados, um copo, uma jarra com água. Voltei até a sala. Por que desfigurados? Não toquei em nada. A polícia deveria chegar, de qualquer forma eu estava envolvido. Sentei para esperar. Elizabeth M.B. Mattos – julho de 2021 – Torres

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