tumulto fundamental / cumplicidade importa

O tumulto é fundamental, é o sentido deste livro”. (Interrompi aqui a leitura e me distraí a pensar no tumulto -, alguma coisa pessoal minha me atormentando, mas segui a leitura, se trata de literatura.) “Mas é tempo de alcançar a clareza de consciência. É tempo… Às vezes pareceria mesmo que o tempo faltava. Pelo menos o tempo urge. (Clareza de consciência?! Hoje, agora, julho de 2021, perdi, completamente, suponho que não entendo nada de consciência, perdi….) George Bataille segue.

A literatura é comunicação. A comunicação exige a lealdade: nesta visão, a moral rígida é dada a partir. de cumplicidades no conhecimento do Mal, cumplicidades que fundamentam a comunicação intensa. A literatura não é inocente e, no fim de contas, devia confessar – se culpada. Só a ação tem direito.”

(Outra vez me surpreendi, DIREITOS? AÇÃO?, não estou num bom dia embora esteja azul por aqui, e o frio no lugar certo, mas todos os sentimentos estão desorientados, fora do lugar, e os direitos de ir e vir estão bloqueados por respeito ao outro, ninguém se importa, temos que ir e voltar, chegar, mudar de lugar, comer mais, beber, quem sabe até se abraçar um pouco mais, por que imobilizar? ou eu comigo desajustada, reaja,!!!! culpada, eu ou a literatura?) E segue o texto:

A literatura como pretendi mostrar pouco a pouco é a infância finalmente reencontrada. Mas a infância que governasse teria uma verdade? Diante da necessidade da ação impõe – se a honestidade de Kafka que não se atribuía nenhum direito. Seja qual for o ensinamento que decorra dos livros de Genet, a defesa que dele faz Sartre não é aceitável. Vistas bem as coisas, a literatura deveria considerar – se culpada.”(p.8 – 9) George Bataille – A literatura e o Mal – Editora Ulisseia – Lisboa / Portugal

Palavras chaves: infância, ação, honestidade, aceitável. Toda a verdade / na infância lembrada ou esquecida, mas…, de qualquer forma perdida. Mesmo reafirmada a infância, estou na velhice. Não reencontro aquele tudo. O festivo. Uaiii,, não resolve. Não hoje, dou retoques, mas nada definitivo, cadê a tal alegria resposta? A rua Vitor Hugo segue / está no mesmo lugar, volto, caminho por lá, estremeço, mas não me reencontro. Hoje estou nublada por dentro, meio sem sentido, azeda. Quero a verdade daquele tempo, daquele inverno severo como este de hoje. Ação. Sem passeios recreativos, mas ação povoada de decisão. Sem futilidade.

E o texto vai mencionar os grandes: Emily Brontë, Baudelaire, Michelet, Willian Blake, Sade, Prost, Kafka e termina com Genet. Uma lista a ser percorrida. Respostas. O Mal e, de certo, também o Bem nas frestas. Escrever pode salvar.

Esta suprema perspectiva não poderia ter outro sentido senão o de representar a que ponto a vida humana não é mais do que um instante incompleto, porque este gênero de vida (a espera da Terra Prometida) poderia durar indefinidamente sem que nunca resultasse disso outra coisa senão um instante.” (p.185)

E lá vou eu a me enfiar no instante, no agora, na Terra Prometida, na reza. Sem alcançar / imaginar, minimamente, a certeza. E cheia de rancor, de coisas azedas. Perversa e desagregada…, sem dizer, nem pensar. Será que a esperança vai me agarrar? Ou vou me perder numa fotografia, numa frase solta, ou num péssimo filme. Caminhar, caminhar salva. Vou dar mais uma volta e na calçada, olhar para os lados…Elizabeth M.B. Mattos – julho de 2021 – Torres

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