desesperança

Quem mora à beira mar dificilmente poderá ter, entre todos os seus pensamentos, um só no qual o mar não esteja presente… Há quem não se alimente desta imensidão, não absorva as vozes que chegam do mar…, eu me envolvo. Tudo que se aproxima dos meus sentidos, cada tom, cada cor, cada chamada de pássaro e cada raio de sol altera meu humor. Todo eco deste/neste murmúrio me atordoa, ou acalma. Se eu me envolvo com estes sentires/sentimentos, não preciso me tornar apenas eu, mas me transformo em parte de outra coisa, estrangeira. Escorrego silenciosa.

Anos acalentando a memória: esperança de jovem, desesperança de velho. Desesperança do poder apanhar o acontecido, e o que está por acontecer, antes que seja tarde demais. Começar pela infância…, eu começo por lá, e, fico estacionada. Não parece simples a verdade. As engrenagens não funcionam… Bem! É verdade. Eu tenho o mar. Elizabeth M.B. Mattos – outubro de 2021 – Torres

2 comentários sobre “desesperança

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