Não querer, mas vai igual… Sorrateira a ‘coisa’… Atropela de qualquer jeito. Jeito bom, dizem, disfarçado, remendado, mas vai. Haja paciência com as bolinhas, os estalos. Os dedos entortam como os da feiticeira da Branca de Neve. Cabelos?! Uauuu… (choro). A peruca resolve, tão interessante! Deve ser quente. Ou aqueles apliques, ou sei lá quais as mágicas: preenchimento. Maquiagem. E risadas, companhia, distração, academias, um pouco de sol, um pouco de mar, boa comida e atenção! Óleo Mazola, não detergente para bifes ao forno. Batatas com atenção, mais um pouco, estarão, completamente, grudadas no fundo da panela… E não coloque álcool nas alfaces, azeite. De preferência, quando for cozinhar, acenda a luz. Não dance. Não pense. Não se afaste… Não converse. E beba apenas um cálice de vinho, não dois. Faça uma sesta. Invente um jogo de paciência. Queime os livros, e brinque com as bonecas, com a vida, com as palavras. Compre novos livros, leia bons autores. Não queime os livros, eu exagero. De várias voltas na quadra da casa, tenha paciência. Fale pouco. Escute mais. Abra os olhos e respire. O bom autor conhece o português, se for tradução, investigue… Aprenda um idioma. Não esqueça de visitar o passado, estas memórias são como molhar o gramado, revirar a terra dos vasos de gerânios. Pinte a casa com quem faça depressa esta mágica e perfume a vida. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro – 2024
Seja rico, porque se fica mais tempo na beleza. Os ingleses gostam de flores azuis.
