ainda o beijo

Longe estás do beijo, e, da voz e do amor e das palavras. Sombra ou presença – meu querido, perdas / espaços / lembras quando nós nos preocupamos com o lugar da poltrona? O perfeito. Aquele em que, finalmente, sentarias para passar tuas longas tardes. Intermináveis, não. Completarias as leituras inacabadas. Terias os teus a tua volta. Respirarias. Escrevo para reafirmar: penso em ti. Nossos pais ainda conversam: escuto vozes de respeito, admiração. O tempo alcançou tua mão. Quem desespera no eco das vozes. Estamos preparados para reclamar: mundo colorido e morno. Borboletas e pipas voam, mas não estás lá… Elizabeth M. B. Mattos – fevereiro de 2025 – Torres

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