todos os dias todos os dias

deveria ser assim, todos os dias disposta. mas levantei com preguiça. café acordando, o pão com manteiga, água: bebo muita água de manhã. sem vontade de acordar, eu acordo… envelhecer tem este ranço de reconhecer, esquecer, voltar, pensar, esquecer e fazer. a preguiça espalhada pelo corpo, crescendo. preguiça. danço o amor por ele.

vontade tenho de chegar no teu calor. nas boas lembranças ausentes. colcha de retalhos, estórias que serão história. querido, estou a tentar, concentrada, mas ainda não consegui me refestelar na vida… não fiz o que me pediste para fazer. sinto saudade… sei, não me repreendas, nada de saudade, já escreveste: a passagem comprada, fechaste a casa e trazes presentes. igual sinto saudade. queria ter ido contigo. sinto ciúmes, ciúmes dos teus passos, das tuas mãos, dos teus pés. escrevo escrevo escrevo e vou me distraindo pelo texto… um beijo. Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2025- Torres

Um comentário sobre “todos os dias todos os dias

  1. Seus textos me dão a sensação de estar navegando em águas profundas, ora nos causa a dúvida que é comum a todo leitor desavisado em que nos perguntamos “será que ela escreveu direcionando a alguém especifico?”, ora nos remete a algo mais intrínseco, onde temos a certeza de que suas palavras podem atingir a toda alma desavisada e nos arrebatar.

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